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  • CARREIRA

    Estas profissões vão precisar de 700 mil pessoas qualificadas até 2023

    Tecnologia e engenharia dominam a lista divulgada pelo SENAI de demanda de profissionais de nível superior até 2023 no Brasil

    São Paulo –  Só na área de informática, o Brasil precisará qualificar 368 mil profissionais de nível superior até 2023, segundo o Mapa do Trabalho Industrial, divulgado hoje pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (
    SENAI). A pesquisa mostra uma necessidade de mais de 709 mil profissionais nos próximos quatro anos, apenas de nível superior.

    De acordo com o estudo, as profissões ligadas à área de tecnologia estão entre as que mais vão crescer em demanda de qualificação, mas, ao todo, o SENAI prevê que o Brasil vai precisar capacitar 10,5 milhões de trabalhadores em ocupações industriais nos níveis superior, técnico, qualificação profissional e aperfeiçoamento até 2023.

    https://exame.abril.com.br/carreira/estas-profissoes-vao-precisar-de-700-mil-pessoas-qualificadas-ate-2023/

     

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    Mudanças na Aposentadoria

    1. Reforma acabará com a Fórmula 86/96 no cálculo da aposentadoria
    Uma das propostas estudadas pelo governo é a extinção da recém criada 
    fórmula 86/96.
    A fórmula 86/96, que está em vigor desde 2015, permite que o segurado se aposente sem a incidência do fator previdenciário. Para isso, é preciso que a soma do tempo de contribuição mais a idade atinja uma pontuação mínima. Para a mulher são 86 pontos necessários e para o homem 96 pontos. Além dos pontos, a mulher precisa ter no mínimo 30 anos de tempo de contribuição e o homem 35.
    O fim da fórmula prejudica principalmente quem ingressou tardiamente no mercado de trabalho, ou tem muito mais tempo de contribuição do que o necessário para se aposentar.
     
    2. Regime único de previdência
    Outra proposta, que está ganhando repercussão na mídia, é a unificação de todos os regimes previdenciários. Esta mudança traria todos os segurados para um regime único com regras iguais.
    Os principais prejudicados com esta proposta são os trabalhadores de iniciativa privada, servidores públicos, incluindo os militares e os trabalhadores rurais.
    Este é um dos pontos mais delicados de toda a reforma, pois a unificação provavelmente resulte em uma aposentadoria menor para os trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos, e aumentaria os requisitos para a aposentadoria do trabalhador rural.
     
    3. Necessidade de idade mínima
    Hoje, para se aposentar no Brasil, não existe idade mínima. Alguns clientes aqui no escritório chegam a se aposentar com 43 anos por possuírem tempo de atividade rural e tempo de atividade especial.
    Contudo, a proposta da reforma previdenciária estabelece a fixação de uma idade mínima para a aposentadoria por tempo de contribuição e a possibilidade de aumentar a idade mínima para a aposentadoria por idade.
    Caso isto aconteça, todos os trabalhadores brasileiros serão prejudicados, mas especialmente quem começou a trabalhar cedo e quem possui tempo de atividade rural ou tempo de atividade especial. Além disto, levanta uma incerteza de como será o futuro da Aposentadoria Especial no Brasil.
     
    4. Tempo de contribuição maior
    Além da idade mínima, o tempo mínimo de tempo de contribuição também pode mudar.
    Hoje, para a aposentadoria por idade são necessários no mínimo 15 anos de tempo de contribuição, e na aposentadoria por tempo de contribuição 30 anos para a mulher e 35 anos para o homem.
    Uma das possível mudança é aumentar esses tempo de contribuição. Cogita-se até aumentar o tempo de contribuição mínimo da aposentadoria por idade de 15 para 25 anos. O governo estuda aumentar de uma vez o tempo de contribuição para 20 anos, e criar uma regra de transição, exigindo seis meses a mais de contribuição a cada ano, ao longo de dez anos (até chegar dos 20 aos 25 anos). Se a reforma for aprovada, a regra seria modificada no ano seguinte ao da promulgação.
    Os mais prejudicados são as pessoas que trabalharam informalmente, sem recolhimento para o INSS, boa parte da vida, e não possuem muito tempo de contribuição. Muitas pessoas podem nunca conseguir se aposentar devido a esta mudança.
     
    5. Pedágio para quem ainda não se aposentou
    Este é um ponto muito importante, o pedágio, e interessa muito para quem não falta muito tempo para se aposentar.
    O pedágio é uma regra que transição, que estabelece um meio termo entre como funciona a aposentadoria hoje e a nova regra que está por vir. Em 1999, a última grande reforma nas aposentadorias, a lei trouxe uma regra de transição baseada no pedágio de 40%, e os boatos indicam que a regra será a mesma desta vez.
    Funciona assim, primeiro calcula-se quanto tempo de contribuição você tem na data da mudança da Lei e verifica-se quanto tempo faltava para você se aposentar com a lei antiga (a lei que vale hoje). Deste tempo que faltava, você adiciona mais um percentual chamado de pedágio.
    Vou te dar um exemplo.
    Se o pedágio for 40% e na data da mudança da lei faltava 5 anos para você se aposentar, além desses 5 anos você precisará de mais 2 anos (40% de 5 anos) para se aposentar. Ou seja, mudando a lei, com um pedágio de 40%, ao invés de precisar de só 5 anos para se aposentar, você precisará de 7 anos.
     
    E se mudar as regras de aposentadorias, como fica meu direito adquirido?
    Este é o principal ponto deste artigo. Eu quero que você entenda a diferença entre direito adquirido e expectativa de direito, e veja qual é o seu caso.
    Quando você está perto de se aposentar, mas ainda não tem todos os requisitos (falta idade, tempo de contribuição ou carência) você tem uma expectativa de direito, e se a Lei mudar não tem nada que possa fazer. O que normalmente acontece é que a própria lei trás algumas regras para não ser totalmente injusto com quem está perto de se aposentar.
    Ou seja, você não terá que cumprir exatamente a regra nova, mas será prejudicado sim.
    Agora, quando você já possui todos os requisitos para se aposentar (idade, tempo de contribuição, carência) e escolher por não se aposentar, você tem direito adquirido a uma aposentadoria. Por mais que a lei mude, você ainda assim pode pedir que sua aposentadoria seja concedida pela lei antiga, porque antes da mudança da lei você já tinha todos os requisitos preenchidos para se aposentar.
    Então, se você já preencheu todos os requisitos para se aposentar, e não se aposentou por algum motivo pessoal, pode ficar tranquilo que você tem direito adquirido à aposentadoria. Caso contrário, existe apenas uma expectativa de direito.
     
    O que eu posso e devo fazer?
    Neste momento tão delicado, o melhor que você pode fazer para você mesmo é analisar toda sua vida de trabalho e verificar se exite tempo de atividade rural ou atividade especial que possam te dar alguns anos de tempo de contribuição e garantir que você se aposente antes da lei mudar.
    Eu recomendo que você faça isto com bastante calma. Sente com sua família, e analise trabalho por trabalho de toda sua vida. Tem um post que gosto muito aqui do Blog que fala 7 coisas que o INSS não te conta, e já ajudou muita gente a descobrir que tem mais tempo de contribuição do que pensava.Por isso, recomendo que leia este post antes de analisar trabalho por trabalho da sua vida.
    7 coisas que o INSS não te conta
    Outra coisa, lembre-se muito bem da diferença entre expectativa de direito e direito adquirido. Se mesmo depois da mudança da Lei, você descobrir que tinha tempo suficiente para se aposentar com a Lei antiga, pode ficar tranquilo que você poderá fazer isto.

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